quinta-feira, 1 de outubro de 2009

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Da varanda térrea do sobrado na avenida acima da minha, D. Joana via tudo. Tudo o que passava, o dia todo. E não era pouca coisa. Soube que na época que a avenida era rua e D.Joana era moça e não era dona de nada, nem de si, havia um rapaz. Sim, um rapaz que todo dia lá perto da varanda passava com caixas. Da feira. E Joana olhava, amava, suspirava e quando não o via, chorava, peito chiava, soluço uivava.
Começaram a namorar, ela da varanda, ele da calçada. Ela não descia, ele não subia. E namoro havia.
Um dia a graça acabou. O rapaz, de tanta caixa carregar, encaixotado acabou. Joana logo com o dono da cartório se casou. A mãe morreu. Marido mudou. Virou D. Joana e com sua varanda, olhando a rua, lá ficou.

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- Por você mantenho meu outro eu. M'eu aventureiro que corre riscos e rabiscos. Subindo prédios, caçando o sol, colorindo o céu. Rabiscando mesmo. Por você eu concedo à esse outro eu, o poder, dever e direito de ser eu sempre que você quiser. M'eu calmo quiçá lento preguiçosamente dorme nos seus braços desconfortavelmente em qualquer posição ou na fila de qualquer pão. Mas m'eu é seu e não meu.
- Vamos tomar café?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

24

"If I take you from behind and push myself into your mind, when you least expect it, will you try and reject it? If I'm in charge and I treat you like a child, will you let yourself go wild? Let my mouth go where it wants to. Give it up, do as I say. Give it up and let me have my way. I'll give you love, I'll hit you like a truck. I'll give you love, I'll teach you how to. I'd like to put you in a trance, all over me ..."

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

23

Bagagem extra. Extra. Preciso dela? Não preciso dela? Preciso. Não. É extra. Mas é fundamental. Como diria alguém que conheço, um plus. Não falo de malas, pochetes ( muito menos pochetes, ha!), e afins. Falo de conteúdo extra. Se a porra da mala é uma metáfora, sei lá. O papo aqui não é alfândega. Se bem que alfândega seria algo interessante de ser colocado aqui nesse texto, como uma barreira à bagagem extra. Algo que confiscasse saca? Como aquela sua professora chata que confisca seus gibis na sala de aula e impede que você exerça sua criativade, seu senso artístico. Sim, a tal da alfândega é um saco. Saco. O papo era mala e eu parei em saco. Aliás o papo não era mala, e sim conteúdo extra, o plus. Mala era só metafóra pra bagagem extra e tal. Bagagem extra pode ser o nome metonímico pra prolixidade, falácia ou no popular, encher lingüiça (agora sem trema). Como eu fiz no caso desse texto inútil que está aqui apenas pelo fato de, eu, Igor, não escrever nada de interessante for years. Tem alguma ferramente nesse Blog que faça papel de alfândega e confisque merdas como esta? Isso sim foi uma bagagem extra. Sem alça. Sem rodinha. Perdeu tempo quem leu.